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2006-07-17

O que sera - Chico Buarque

Día interesante este, algunas cosas se van a chocar (las dos fuerzas mas importantes en mi vida por estos días) y veremos si sale algo nuevo y bueno, o algo reducido y conflictuado... pura adivinanza pues no todo depende de mi.
Ahora que estoy tan delicado de gustos musicales, y tan conmovido por la Bossa, no quiero dejar de lado la joya máxima de la melancolía escrita por Chico Buarque de Hollanda (Chico Buarque tiene puestos.... los anteojos que dejé...), que no explica como alguien me siento, sino que me hace sentir contenido, porque hay muchos mas que no entienden lo que les pasa.
Muchas expectativas joden los resultados, vamos a quitarle sueños y a ponerle trabajo, que es aquí cuando empieza.
Y ya basta de esos sueños. Hay que dejar vivir.

O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite

O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo